O lance não é o custo. Some ITBI, cartório, reforma e financiamento para saber quanto o imóvel da CAIXA custa de verdade, e qual o desconto real sobre a avaliação.
No SAC a parcela começa maior e cai mês a mês. No PRICE ela é fixa. A escolha não muda o custo total da compra: muda a primeira parcela.
O ITBI varia por município (2% é o mais comum; consulte a prefeitura). Cartório depende da tabela do seu estado e do valor do imóvel. Quando você marca o financiamento, a parcela é calculada com as taxas reais da CAIXA, incluindo os seguros MIP e DFI e a tarifa mensal.
Imposto municipal sobre a transmissão do imóvel, pago na hora de passar a escritura. A alíquota varia por cidade: 2% é o valor mais comum, mas há municípios com 1% e outros com 3%. Costuma incidir sobre o valor da compra ou o venal, o que for maior. Confirme na prefeitura antes de fechar a conta.
São dois custos distintos. A escritura formaliza a compra e o registro transfere a propriedade para o seu nome. Sem o registro, o imóvel juridicamente ainda não é seu. Os valores seguem a tabela do seu estado e crescem com o valor do imóvel. Em imóveis financiados pela CAIXA, o contrato de financiamento substitui a escritura e reduz esse custo.
É o item que mais surpreende. Imóveis de leilão costumam ser vendidos no estado em que se encontram, às vezes sem visita interna prévia. Além da obra, pode haver débitos de IPTU e condomínio, e regularização de documentação. Visitar o imóvel e pedir a certidão de matrícula antes do lance evita a maior parte dos sustos.
Um imóvel avaliado em R$ 300 mil arrematado por R$ 200 mil aparenta 33% de desconto. Somando ITBI, cartório e uma reforma de R$ 20 mil, o custo vai a R$ 227 mil e o desconto real cai para cerca de 24%. Continua sendo um bom negócio, mas é esse número, e não o do anúncio, que deve orientar sua decisão.